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segunda-feira, 15 de março de 2010

Dicas De Emagrecimento



ERVA MATE!
Pesquisa demonstra que erva-mate ajuda a perder peso

Consumo também influência no aumento do bom colesterol e diminuição da glicemia
Itajaí -SC
Estudo desenvolvido por pesquisadores do curso de Nutrição da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), sugere que o consumo de erva-mate ajude na perda de peso e gordura no fígado, aumento da taxa de HDL (bom colesterol) no sangue e diminuição da taxa de glicemia.
Para a pesquisa foram estudados 36 ratos adultos, da linhagem (raça) Wistar, que possuem características fisiológicas parecidas com as do ser humano. O estudo conclui que a erva-mate comercializada para fabricar o chimarrão pode ter papel cardioprotetor. Em relação às taxas de LDL (mau colesterol) e colesterol total, não ocorreram reduções. Segundo os pesquisadores, um dos efeitos benéficos constatados (perda de peso) pode ser atribuído à substância cafeína, que promove, no organismo, o efeito lipolítico (uma espécie de quebra de gordura), além de elevar o gasto de energia pelo organismo (taxa de metabolismo basal). O resultado é uma boa notícia aos apreciadores da erva-mate. No Brasil, a média anual de ingestão, é de 1,2 quilos por pessoa.

Como a tradição de tomar chimarrão e tererê é mais forte nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, alguns indivíduos bebem isso em uma semana. Os pesquisadores advertem, no entanto, que, apesar dos resultados serem favoráveis ao consumo da erva-mate, a forma como é realizada a ingestão pode não ser a ideal para a saúde humana. No caso do chimarrão, a bebida é consumida quente numa temperatura média de 80ºC. Com isso, a população do Rio Grande do Sul, campeã no consumo de chimarrão, também lidera o índice de incidência de câncer de esôfago no país, por isto não deve-se deixar a água ferver.
“É possível que o mate seja um importante condutor de antioxidantes (substâncias capazes de impedir, reparar e reconstituir os danos causados pelos radicais livres nas células, como alteração da molécula de DNA - o que pode levar a mutação - processo de alteração na célula presente no câncer) pela capacidade de suprir os derivados de ácidos caféicos e outros polifenóis”, aponta Sandra Soares Melo.

A utilização da erva-mate é antiga e remete aos tempos da colonização da América do Sul no século 16, quando os soldados espanhóis aprenderam a apreciar o chá da erva-mate por meio dos índios Guarany. Os historiadores contam que os colonizadores, acostumados a ingerir álcool até a exaustão, sofriam com tremendas ressacas, curadas pelo efeito da erva que ativava o fígado e auxiliava na cura do mal-estar.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Herança Farroupilha


A REVOLTA FARROUPILHA
Também é chamada de Guerra dos Farrapos ou Decênio Heróico ( 1835 - 1845), eclodiu no Rio Grande do Sul e configurou-se, na mais longa revolta brasileira.

No ano de 1835 os ânimos políticos estavam exaltados. O descontentamento de estancieiros, liberais, industriais do charque, e militares locais promoviam reuniões em casas de particulares, destacando-se a figura de Bento Gonçalves.
Naquele ano foi nomeado como presidente da Província Antônio Rodrigues Fernandes Braga, nome que apesar de inicialmente ter agradado aos liberais, aos poucos se mostrou pouco digno de confiança. No dia em que tomou posse, Fernandes Braga fez séria acusação de separatismo contra os estancieiros rio-grandenses, chegando a citar nomes, o que praticamente liquidou as chances de conviver em paz com os seus governados.

Na noite de 18 de setembro de 1835, em uma reunião onde estavam presentes José Mariano de Mattos, (um ferrenho separatista), Gomes Jardim (primo de Bento e futuro Presidente da República Rio-Grandense), Vicente da Fontoura (farroupilha, mas anti-separatista), Pedro Boticário (fervoroso farroupilha), Paulino da Fontoura (irmão de Vicente, cuja morte seria imputada a Bento Gonçalves, estopim da crise na República), Antônio de Sousa Neto (imperialista e farroupilha, mas que simpatizava com as idéias republicanas) e Domingos José de Almeida (separatista e grande administrador da República), decidiu-se por unanimidade que dentro de dois dias, no dia 20 de setembro de 1835, tomariam militarmente Porto Alegre e destituiriam o presidente provincial Fernandes Braga.

Em várias cidades do interior as milícias estavam alertas para deflagrarem a revolta. Bento comandava uma tropa reunida em Pedras Brancas, hoje cidade de Guaíba.

Gomes Jardim e Onofre Pires eram os comandantes farroupilhas aquartelados, com cerca de 200 homens, no morro da Azenha, o atual Cemitério São Miguel e Almas. Mantinham, no dia 19 de setembro de 1835, um piquete nas imediações da ponte da Azenha, com orientação para interceptar quem por ali transitasse, evitando que se alertasse o presidente de suas presenças.

Estavam, portanto, os farroupilhas a uma prudente distância da vila. O piquete avançado, com 30 homens, posto nas imediações da ponte da Azenha, era comandado por Manuel Vieira da Rocha, o Cabo Rocha e aguardava o amanhecer do dia 20 para investir, junto com o restante da tropa, contra os muros da vila.
Porém Fernandes Braga ouvira comentários e insinuações. Desconfiado, mandou uma partida de 9 homens sob o comando de José Gordilho de Barbuda Filho, o 2° Visconde de Camamu, fazer um reconhecimento, mesmo à noite. Descuidados e inexperientes, os guardas se fizeram notar. Alertas e de prontidão, o piquete republicano atacou os imperiais, que fugiram em desabalada correria, resultando 2 mortos e cinco feridos. Um dos feridos, o próprio Visconde, alertou Fernandes Braga da revolta. Eram 11 horas da noite de 19 de setembro de 1835.
Regente Imperial Padre FeijóBraga não dormiu. Logo ao amanhecer estava junto ao arsenal de guerra, hoje Ponta do Gasômetro, Porto Alegre, tentando reunir homens para a resistência. Porém, até o meio da tarde somente 17 homens se apresentaram para defender a cidade. Vendo armas e munição escassas, Braga resolve fugir[5] a bordo da escuna Rio-Grandense, seguido pela canhoneira 19 de Outubro, indo parar em Rio Grande, então maior cidade da Província, não sem antes voltar ao palácio do Governo, pegar alguns documentos e todo o dinheiro dos cofres provinciais.

Os farroupilhas adiaram a investida combinada, devido ao inusitado da noite anterior. Somente ao amanhecer o dia 21 de setembro de 1835, chegam às portas da cidade Bento Gonçalves da Silva e os demais comandantes, seguidos por suas respectivas tropas. Porto Alegre abandonada, sem resistência, entregou-se aos revolucionários.

Estava praticamente cumprida a missão. Apenas alguns focos de resistência em Rio Pardo e São Gabriel, além de Rio Grande, mantinham os farroupilhas ocupados.

A Câmara Municipal reúne-se extraordinariamente para ocupar o cargo de Presidente. Na ausência dos vices-presidentes imediatos, assume o quarto vice, Dr. Marciano Pereira Ribeiro. Logo expedem uma carta ao Regente Imperial Padre Diogo Antônio Feijó explicando os motivos da revolta e solicitando a nomeação de um novo Presidente.